domingo, dezembro 19, 2010

Apetece-me gritar.

Tenho um problema. Esse problema sou eu e tudo o resto.
Quando não há nada interessante para fazer durante toda uma tarde enfastiante de domingo, pensa-se. Pensar implica ponderar todas as situações correntes, passadas, e possíveis consequências de futuros actos. Pensar implica possivelmente tomar decisões com base numa análise mais pausada de um assunto que, se tratado com impulso, pode levar a um final indesejado e definitivo. Pensar implica tomar conhecimento de tudo ao nosso redor com maior sensatez, até chegarmos mesmo a apercebermos de coisas que nunca antes tínhamos sequer posto em causa. Hoje pensei... muito.
Durante a última semana, o meu cérebro tem desenvolvido um grande nó acerca do porquê das súbitas mudanças de atitude por razão nenhuma aparente. Aliás, foi praticamente tudo o que me ocupou a cabeça durante vários dias a fio, até resolver trocar o assunto por um número indeterminado de copos de vodka. E a conclusão a que cheguei, é que continuo sem entender...
Não sou a exacta descrição de um modelo feminino no que toca a personalidade, como sabe quem me conhece, mas há pelo menos uma coisa que partilho com todas as mulheres... não gosto de ser posta em segundo plano pela(s) pessoa(s) a quem mais me dedico. Se é um problema? Talvez, não sei... Mas se for, acho que é um dos que afectam todos.
Tudo isto me faz sentir frustrada, à nora, como se tivesse que fazer algo e não conseguisse. Sim, sou uma pessoa que se conforma e arranja desculpas para essa mesma conformidade alegando que "ninguém tem culpa", mas que cada vez se sente pior por dentro à custa disso.
Tenho medo. Não sei o que fazer. Só sei que me apetece soltar toda a raiva e frustração acumuladas num grito que se faça ouvir no sul do país, até que fique sem voz, e aí não possa falar, para assim ter mesmo uma razão para não falar, não tomar uma decisão, não agir.

10 comentários:

  1. Gostei... Simples e pessoal.

    Att.,
    http://wwwteologiavivaeeficaz.blogspot.com/

    Profº Netto, F.A.

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  2. Nao sei se é coincidencia ou nao, mas este drama estou a vive-lo hoje.
    Realmente ninguem gosta de passar para segundo plano. Mas quanto a isso, pode ter havido um mal entendido. Quem sabe o diálogo nao resolve esse problema?
    Uma coisa posso aconselhar: ficar calada e nao agir, nao vai resolver o problema.
    A soluçao é mesmo agir, por muito que custe.

    Apenas dei a minha opinião baseada na experiencia de vida que tenho, porque ja me arrependi muito por nao falar...

    Um abraço,
    Lena

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  3. Identifico-me para caraças com o que acabei de ler neste texto!
    Felizmente essa fase está-me a passar e acredita que vai passar! Acreditar que as coisas voltam a ser, só isso!
    Força :)

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  4. és bem cate :p

    agora explica-me o comentário?

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  5. gostei muito, acho que é uma fase que todos nós já passamos.

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  6. Eu também penso imenso...isso faz com que me venham a cabeça todos os tipos de caminhos possíveis e todas as consequências que podem surgir. Isso faz com que perca imenso tempo e muitas das vezes não chego a nenhuma conclusao..
    É dificil mas não consigo mudar :S

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